Tenho a sensação de estar a criar um monstro.... que não vou conseguir controlar.
Acho que ainda me vou arrepender de ter criado este site, ainda agora nasceu e já tá a começar a ter vontade própria. ARGHHHHHHHHH, é tão difícil lidar com a fama!!
Começaram cedo as exigências por novos conteúdos, a mais recente é a descrição da passagem de ano. Épá isso dá uma trabalheira! Não pode ser (rédea curta - a ver se pega).
Mas como ainda estou com o espírito natalício a circular nas veias vou "pastar" (ctrl+v) aqui o outro fim-de-semana (d'aqui há atrasado). Mudem a data, que o resto é quase igual, acontecimentos, intervenientes, locais, etc e depois eu penso com mais calma no assunto.
Os protagonistas já conhecem mas cá fica:
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Ora bem pessoal,
Vamos lá a ver se eu ainda sei fazer descrições de fins-de-semana no campo.... por favor sejam pacientes pois já há muito tempo que não faço isto e como o público-alvo é o mesmo que participou este é um número inédito, e porque não dizê-lo, pode mesmo tornar-se arriscado. Por favor, crianças, não tentem isto em casa!
De qualquer das maneiras, tá aí à porta a época do Circo e pode ser que consiga vaga com os irmãos Cardinalli e o seu circo de gelo.
Quem não estiver com paciência pode parar já por aqui (se já leram até este ponto é uma sorte).
Então?!?!? Eu avisei........
Pois é, pois é, cá estamos novamente. Na labuta diária, hora após hora, dia após dia, fim-de-semana após fim-de-semana a mesma lenga-lenga do costume. "Ah e tal, tá um calorzinho fixe, e a barragem é logo ali, a piscina tá quase feita. Temos que ir lá num fim-de-semana destes". E nós tudo bem.... "Ah e tal, as vindimas não sei quê, ainda faltam os azulejos e o camandro. Um dia destes vamos lá." E nós tudo bem.... Entretanto o Verão foi-se prologando até fim de Setembro, Outubro... e quando chegou a meio já não dava pra esticar mais. Ainda tentámos meter uma cunha ao S. Pedro mas o sacana do velho não estava praí virado, disse que se queríamos calor que fossemos para as Caraíbas. Ao que nós dissémos "Deves pensar que a malta tem a tua reforma não?!? Palhaço pá! Tu e o Mira Amaral estão bons um para o outro, já não nos bastava o Félix a lixar-nos a vida ainda temos de ouvir bocas vindas do alto...da-se" E palavra puxa palavra, a conversa azedou e........ Pimba, veio a chuva e o frio!
Já estava eu enroladinho nos cobertores para não congelar (a humidade desta casa é impressionante), a pensar em coisas perfeitamente inúteis como de costume, provavelmente a ouvir uma música qualquer, quando de repente salta uma janela da Maria no cantinho do écran. Até aqui tudo bem, é normal, ela de 30 em 30 segundos tá a fazer sign-in, a malta já nem liga. Mas não, desta vez era diferente " ah e tal, preferes ir sexta ou sábado?" e eu ?!?!?!?!?!?!?! What The F.... Devia tar com o cérebro (sim, aquela célula) meio morto e não percebi do que é que ela estava a falar. Uns 5 mins depois ela lá se dignou a referir que era o fim-de-semana prometido em Tomar! ALELUIA!!!!! GRAÇAS A DEUS!!! Agora era uma questão de tempo até tirar tudo a limpo, anos e anos de expectativas acumuladas. Não podia perder a oportunidade. Finalmente a mítica casa virtual de Tomar.... uuuuuuuhhhhhhh "Aquela da qual não falamos" uuuuuuhhhhhhhhhh
Bom, lá se combinou a coisa e na sexta à noite tava tudo prontinho pra ir, informado da hora de partida, local de rendez-vous inserido no GPS e ala que se faz tarde. E de facto tava preocupado porque ia atrasado. Quando lá cheguei. népias, não tava ninguém, só mesmo a residente no condomínio, que fez o favor de abrir a porta para não deixar o sem-abrigo ao frio. Ainda há gente com coração. Vá lá. Entretanto, começaram a chegar o resto das tropas, e fomos preparar a "biatura", saco pr'aqui, radiador pr'além, cobertores pró outro lado e lá se arranjou tudo. Só faltava mesmo o Rato aparecer para o navio se fazer ao mar.... São os primeiros a abandonar o barco mas também os últimos a chegar, raio dos bichos... esperámos tanto tempo que a manteiga (magra) passou do prazo, por acaso não deu em tragédia mais tarde nesse dia, foi uma sorte!
A viagem foi uma animação, e uma pequena introdução ao que seriam os dias seguintes, o Luís foi absolutamente massacrado para justificar o atraso, eu mudei cd's no leitor a pedido dos ouvintes, se bem que a música para o Luís era sempre a mesma "Onde é que estiveste?!""Porque é que chegaste atrasado?!""Agora vais ao meio, e vais ter de contar!"" Se era pra ir prós copos ao menos convidavas também a malta..."
A primeira paragem foi logo em Aveiras... metemos o quê, praí uns 8 litros de gasóleo, só para o caso de os outros 80 que já estavam no depósito não chegarem, isto com combustíveis é melhor jogar pelo seguro, nunca se sabe quando vão aumentar...
Até Tomar não há grande coisa a registar, apenas constato que a Guida conhece tão bem as estradas da região quanto eu. "Ah, mas isto não estava assim, esta estrada agora tá diferente." "Mas dantes não se vinha por aqui." "Já não percebo nada disto", isto era apenas o prenúncio para o que viria a acontecer. Acho que em cada dia nos perdemos umas 3 ou 4 vezes, no mínimo... Logo nessa noite andámos à procura de uma suposta rua com bares no centro de Tomar e a única coisa que vimos foi alguns nativos com ar de irem para a night e umas quantas fotos de casamentos também da região. Muito artísticas, por sinal.Tava frio, a malta tava farta de andar às voltas, o joelhito da Carla já estava a ranger de tal forma que se ouvia em Constância, era portanto chegada a hora de ir para a "tal casa".... Lá fomos, por umas estradas e tal, até que a sra condutora avisa, "agora vou pelo atalho" pronto, tudo bem, como nenhum de nós fazia puto ideia de onde estavamos era igual ao litro...e era mesmo um atalho, quando iamos a meio de uma subida em terra batida praí a 70km/h ela diz "oops, esqueci-me que o João não tem um jipe". Tarde demais. Agora aguenta e não chora!
Chegados a casa e já na fase de instalação de armas e bagagens começou outra aventura. Abrir as portas! É um jogo tradicional de Tomar, ter muitas chaves iguais e depois baralha-las e tentar abrir a porta da lenha, a da adega, do quadro de electricidade, etc... muito divertido nem precisamos de vendar ninguém nem nada, dá paródia para umas horas.A ceia estava aprovadíssima, broa com presunto e queijinho (manteiga não, obrigado...), o fogo de artifício na lareira. Um momento muito bonito sem dúvida.
Dia 2
Acordei relativamente cedo e como não estava com grande vontade de andar às voltas dentro do saco-cama (aquela porra fica toda enrolada, qualquer dia fico preso lá dentro, todo atado), desci até à cozinha pra ver se mais alguém tinha "madrugado". Não, falso alarme, fui tomar banho e vestir-me e quando voltei já havia sinais de vida. Lentamente a fauna presente retomava a sua actividade habitual. Estava calmamente com a Carla a ver uma das "maravilhosas" séries de TV que dão ao sábado de manhã quando entra a Carla (sim, Carla, não me enganei e não se confundam.... tava a Carla Sofia a ver televisão e entrou a Carla Sofia.... ai o caraças..... isto assim não vai lá. Pronto olha, se perceberam perceberam se não perceberam azar!) vestida de pijama e casaco da neve, óculos, com ar de sono "Bom dia!" Foi de rir! Tão depressa não me esqueço dessa imagem. Passado uns minutos passa o João de t-shirt a anunciar uma descoberta bombástica. Para além do machado e da moto-serra, havia também uma pressão-de-ar, isto afinal até podia vir a ser interessante, só precisávamos de chumbos e animais de pequeno porte.
Quando finalmente todos estavam a postos (o Luís foi acordado a tiro) lá fomos às comprinhas a Ferreira do Zêzere, jornal, pão, carne, peixe, metade do supermercado, coisa pouca. De regresso a casa, arrumar as compras, preparar o lume, dar uns tirinhos, beber umas cervejas, fazer salada, fazer arroz, preparar a carne, preparar o peixe, tentar abrir uma porta, fazer feijão, fazer sobremesa, andar de trotinete, grelhar a carne, queimar a carne, queimar várias partes do corpo ao tentar não queimar mais a carne, grelhar o peixe, ir buscar vinho à adega, comer, beber, comer, beber.........uuuuffffffff que canseira, ainda bem que eu não fiz estas coisas todas. Ainda caia pró lado.
Depois disto tudo lá saímos para a Golegã, essa bela localidade, mas antes íamos passar pelo Castelo de Almourol, claro que nos enganámos no caminho....nada de grave, chegámos ainda a tempo de umas fotos ao pôr-do-sol, um cafézinho e bora lá ver os cavalos.
Trânsito....falta de lugares de estacionamento, bosta de cavalo (muita), uma típica cidade ribatejana em tempo de feira. A confusão na feira era muita, como seria de esperar, o trânsito de cavalgaduras também, alguns até andavam só com duas patas mas isso agora dava outra história... Infelizmente não deu para ver o cavalinho da Carla (sim essa mesmo, a Sofia). Ainda não descobri bem como, afinal estavamos apenas de visita apanharam-me distraído concerteza, mas algures antes de sairmos entrámos numa zona de lojas e pronto.... foi a desgraça, tive de "comprar" a nossa saída do local e financiar as ferraduras novas da menina Célia, a ver se ela não cai do cavalo. Lá saímos, demos uma vooooooooooooooolta para ir até à ginginha, depois um pãozinho com chouriço e bora lá até ao jantar.
Só faltava encontrar o carro, perdemo-nos, claro, e quando finalmente nos pusemos a caminho, voltámos a virar no sítio errado para ir para o restaurante! Mais volta, menos volta, lá demos com aquilo e valeu a espera. Belo sítio, boa comida, tudo só para nós, um preço simpático, visita guiada ao bar e museu. Só a Carla (sim essa mesmo que estão a pensar) é que não conseguiu cravar mais uma ginginha ao empregado e não foi por falta de tentativas. Ainda tivemos direito a uma substituição de luxo ao intervalo. Saíu o casal Floriano-Fernandes preocupado com o bichano sozinho em casa, entrou para o centro da defesa Monsieur Eduardo Moniz que como de costume não se preocupa com nada.
E lá fomos, visitar a night dos templários, entrámos num barzinho e parecia que estávamos na creche! Só se notava que era um bar porque a música estava alta (noma noma aie.....lalalallala) e as caipirinhas são feitas com álcool etílico (daquele de assar chouriços)...... ao menos eram a 3 euritos, menos mau. Às tantas fomos pra casa. Montámos o som, lareira acesa e preparámos a pista para os salseiros. Sim todos eles, eram praí 3... ou mais, mais ou menos como o Mojito num dia bom. Pena que se tenham esquecido dos CD's com os grandes exitos LOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL.
Foi também nesta altura que se assou umas castanhitas, umas mais outras menos. O lume estava a enfraquecer, o pessoal também, apesar de alguns estarem com vontade de dar um pulinho a Lisboa. Fomos para a cama, cada um para a sua, excepto as duas malucas.....mas se calhar é melhor não falar disso...eu não sei de nada, adormeci logo que nem uma pedra!
3º Dia
Tudo começou, há um tempo atrás, na ilhaaaaaaaaaa do soooooool............
Nada disso.
O dia começou com um pequeno almoço tardio, pãozinho, broa, queijo, presunto, doce, manteiga (dentro do prazo mas magra) e depois lá fomos nós até ao famoso rio. Pára aqui, tira fotografias, agora um bocadinho mais abaixo, olha os barquinhos tão giros, vamos até além, e a urbanização não sei quê. Quando dei conta estava a tirar uma árvore da frente do carro! Metemos por um caminho para ir até ao rio que poderia não ter saída... A Guida já não estava a achar grande piada à brincadeira... especialmente depois da última descida... Mas valeu a pena, fomos dar a uma enseada abrigada do vento, com o Sol de S. Martinho em pleno (afinal o sacana do velho lá deu uma aberturazinha no mau tempo, devia tar distraído) e ali ficámos na palhaçada, a atirar pedras ao rio, apanhar pinhas, sentados na margem e ali ficávamos se não fosse a fome apertar.
Regressámos então, e a Célia ficou a conhecer os limites das mudanças altas no jipe. Por sorte o caminho não era muito mau e dava para parar a meio da subida para meter as redutoras. Podia não ser o caso e termos de descer à força de marcha-atrás. O que é sempre emocionante, especialmente com árvores ao lado. Mesmo assim ficou lá um bocado de pneu.
O almoço foi parecido com o do dia anterior com a diferença que foi mais ou menos na mesma altura do pôr-do-sol.
A seguir a Célia saiu e voltou com uma criança nos braços! Ora explica lá isso!! Foi um fenómeno do Entroncamento, ela bem disfarçou ao dizer que era a prima, afilhada, e mais não sei o quê.... mas nós naaaaaa... A miúda era bem gira, coradita, com ar saudável, sossegadinha e tudo. A princípio estranhou um bocado mas lá para o fim já estava a dançar e tudo (oh não, converteram mais uma!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!). Infelizmente tivemos de a devolver, vinha com defeito, não falava, ainda bem que a garantia agora é de 2 anos senão távamos lixados.
Por fim, "decidimos" ir tomar café a um sítio muito giro que ninguém sabe muito bem onde fica. Por essa razão a Célia resolveu perguntar ao tio, e ele explicou, mas ela não decorou e invariavelmente perdemo-nos. Entretanto, parámos para pedir indicações a uma simpática senhora que falava às prestações. Claro que a sra condutora resolveu ignorar logo a 2ª indicação e em vez de virar à esquerda foi em frente. Nada de grave, mais km menos km demos com o cafézito que é muito giro mas que está fechado aos domingos à noite (calões!). Acabámos por parar no regresso para retemperar energias e voltámos a casa para arrumar tudo e bazar de vez.
A viagem para cá não tem grande história, conseguimos evitar o trânsito e chegar a horas decentes.
E prontos!
Nabão
Disclaimer:
Este texto é ficcionado, as personagens não existem e nada disto aconteceu. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência e não deve ser levada a sério. O autor está ausente em parte incerta e não poderá ser responsabilizado ou perseguido de qualquer forma.